Proteja seus olhos da neve !

A neve reflete quase 80% por cento dos raios do sol e a areia da praia apenas 15%.

Esquiar, patinar no gelo ou fazer caminhadas em altitudes elevadas pode ser mais difícil para os olhos do que um dia inteiro na praia. “A neve potencializa o efeito dos raios solares, refletindo quase 80% dos raios do sol, enquanto a areia da praia reflete apenas 15%”,

Há quase um século, os exploradores do Ártico forneceram os primeiros relatos dos efeitos adversos da radiação ultravioleta nos olhos. A cegueira da neve ou

snowblindness é o termo empregado para descrever as queimaduras na córnea sofridas por muitos deles devido à grande exposição ao sol e aos reflexos da neve.

“Uma pessoa que se expôs ao sol da montanha pode sentir dor ocular intensa, apresentar olhos vermelhos, aparecimento de halos ao olhar para luz, edema palpebral, aumento do lacrimejamento. Esses sintomas podem levar de 6 a 12 horas para aparecerem.

Dependendo da gravidade da lesão e do tratamento recebido, o escalador pode voltar a recuperar a visão em cerca de 18 horas. A superfície corneana leva em média de 24-48h para se regenerar. Mas, infelizmente, há casos onde a cegueira é total e permanente”

Moscas Volantes

A percepção de pequenas manchas ou nuvens movimentando-se dentro do campo de visão constituem as chamadas “moscas volantes”. Geralmente são vistas quando se olha para um fundo claro, como uma parede branca ou um céu azul. Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido gelatinoso, que preenche o interior do olho.
Estes objetos dão a impressão de estar diante do olho, mas de fato estão flutuando lá dentro. O que se vê são as sombras projetadas sobre a retina, a camada do fundo de olho que percebe a luz e envia o estímulo luminoso até o cérebro.
As moscas volantes podem assumir formas diversas, como pequenos pontos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.Uma causa comum de moscas volantes é o descolamento do vítreo posterior, o qual pode ocorrer como um processo degenerativo relacionado ao
envelhecimento.
O que causa as moscas volantes?

O processo resulta do espessamento ou contração do gel vítreo, formando grumos ou filamentos dentro do olho. Ao se afastar da parede posterior do olho, o gel vítreo provoca o que conhecemos como descolamento do vítreo posterior.

O Descolamento do vítreo posterior ocorre com maior freqüência nos portadores de miopia, nos pacientes submetidos à cirurgia de catarata ou à aplicação de laser YAG, e naqueles que sofreram algum tipo de inflamação ocular.

Lentes de Contato

Embora usadas principalmente por quem não deseja usar óculos, pode ser uma indicação médica quando existe diferença de grau importante entre os olhos ou uma córnea com irregularidades.

As lentes podem ser gelatinosas ou rígidas. As gelatinosas podem ser de uso contínuo ou descartáveis. Tanto as gelatinosas como as rígidas são feitas com diferentes composições e diferentes métodos de fabricação de modo a lhes imprimir diferentes características.

 Assim temos lentes gelatinosas com maior ou menor conteúdo de água, lentes que devem ser descartadas com mais ou menos dias de uso e lentes para uso mais ou menos prolongado. As endurecidas, conforme o material, apresentam graus diferentes de permeabilidade ao oxigênio e os critérios de adaptação das mesmas (diâmetro e curvatura) dependem das características da lente a ser adaptada.

O grau das lentes de contato, especialmente das lentes rígidas, não são os mesmos dos que são receitados para os óculos.Isto se deve aos seguintes fatos: proximidade da lente ao olho (efeito corretor maior para as miopias e menor para as hipermetropias), variação conforme a curvatura da lente adaptada e com as características do material da lente.Nem todo mundo pode usar ou é bom candidato ao uso de lentes de contato. É o oftalmologista quem deve determinar quem pode usar, o grau e curvatura da lente a ser adaptada bem como o melhor tipo de lente a ser usado.

As lentes de contato se constituem em um corpo estranho dentro do olho, podendo causar danos importantes para a visão de modo que a segurança de seu uso depende da supervisão do oftalmologista.

São complicações do mau uso de lentes de contato: edema, úlcera, infecção, neovascularização e deformidades na córnea.A chamada conjuntivite por lente de contato (conjuntivite papilar), bastante freqüente, especialmente com as lentes gelatinosas, pode ter sua evolução controlada pelo exame periódico (depende do tipo da lente esse tempo) do usuário de lentes.

Hoje temos a possibilidade de corrigir quase todos os problemas de refração com lentes de contato desde que não haja contra indicação ao seu uso.É o olho seco um das principais dificuldades à adaptação com lentes de contato.

Transplante de Córnea a Laser

Você sabia que já é possível fazer a cirurgia  de transplante de córnea a laser? Um novo tipo de laser  chamado laser femtosecond (ou laser de  femtosegundo) vem revolucionando algumas cirurgias oftalmológicas,  especialmente a de transplante de córnea, a cirurgia refrativa (cirurgia de  miopia), a cirurgia de implante do anel de ferrara e a cirurgia de  catarata.

Qual a diferença do  transplante de córnea a laser do transplante de córnea convencional (ou  manual)?
No transplante de córnea convencional, tanto a córnea  doadora quanto a córnea do olho do paciente (córnea receptora) são cortadas  manualmente com lâminas de metal, um instrumento chamado  trépano.
Já com o intralase (ou laser de femtosecond), o corte das 2 córneas (a receptora  e a doadora) são feitas com o laser. Ou seja, substitui-se a lâmina do trépano  pelo laser.

Embora as lâminas do trépano sejam bem afiadas e os cortes em geral sejam bem  feitos, o corte feito pelo laser é bem mais preciso. Além disso, o laser permite  que o cirurgião faça cortes de formas variadas nas córneas, aumentando a área de  contato entre elas e com isso dando maior estabilidade a cirurgia.

O que causa a alergia ocular?

Teoricamente qualquer coisa pode causar  alergia. Pólen e ácaro são os agentes mais implicados. O agente que causa  alergia é chamado de alérgeno. A maioria desses alérgenos está no ar, como  pólen, ácaro, poeira, mofo, pêlo de animal, produtos de limpeza entre  outros.
Outras causas de alergia como alguns alimentos  não costumam causar sintomas nos olhos. Reações adversas a colírios podem causar  sintomas de alergia ocular.
Por quê que tenho alergia?
A alergia é uma resposta exagerada do organismo ao contato com alguma substância  estranha. Por exemplo, o contato com o pólen das flores não causa nenhum  problema na maioria das pessoas mas em pessoas sensíveis ela causará alergia,  com sintomas de rinite, sinusite, asma e às vezes conjuntivite.
Como saber a causa da alergia?
Para identificar o que causa a alergia é importante a visita a um médico  alergista e a realização de testes específicos.
Quais os sintomas da alergia ocular?
A alergia ocular apresenta sintomas que  parecem uma conjuntivite. Por isso mesmo, os médicos chamam o quadro de  conjuntivite alérgica.
O principal sintoma da alergia ocular é a  coceira (prurido) ocular. Praticamente podemos dizer que não existe alergia se  não houver coceira.
Outros sintomas:
Lacrimejamento excessivo, vermelhidão,  irritação, sensação de areia, inchaço das pálpebras, ardência e queimação nos  olhos, entre outros.
Como você notar, são sintomas comuns a uma  conjuntivite infecciosa comum.
A alergia ocular sempre ocorre nos dois olhos,  embora um olho pode ser muito mais acometido do que o outro. A doença geralmente  é leve mas costuma ser recorrente, ou seja, vai e volta com freqüência.
Em formas graves da alergia ocular, os  sintomas são muito intensos e atrapalham muito a vida do paciente. Pode  inclusive causar lesões na córnea com comprometimento permanente da visão.
Quais as principais diferenças da  conjuntivite alérgica para a conjuntivite infecciosa?
- A coceira é mais comum e mais intensa na  forma alérgica
- A secreção (tipo remela, branca ou  amarelada) é mais comum e intensa na forma infecciosa
- A forma alérgica NÃO é contagiosa, ou seja,  não passa de pessoa para pessoa. A forma infecciosa, ao contrário, transmite  facilmente entre as pessoas.
- A forma infecciosa geralmente dura 1 a 2  semanas. Já a forma alérgica, se não for tratada, pode durar muitas  semanas
A conjuntivite alérgica causa uma reação  inflamatória no olho (com formação de papilas) diferente da  conjuntivite infecciosa em que há formação de folículos. O  paciente não tem como saber qual tipo de reação ele apresenta (papilas ou  folículos) mas o médico oftalmologista pode visualizar essas reações e fazer a  diferença entre os dois tipos de conjuntivite.


Problemas com sua lente de contato ?

“Meus olhos ardem muito quando eu boto  minhas lentes”.
Talvez haja muito resíduo da solução de  higiene das lentes na superfície das mesmas ou haja resíduo de sabonete ou algum  outro produto semelhante. Procure enxaguar bem as lentes antes de coloca-las no  olho.
Caso não melhore, você pode, depois de lavar a  lente com a solução própria, usar soro fisiológico 0,9% para retirar o excesso  do produto.
Se ainda sim não melhorar, considere usar  lentes descartáveis de uso único diário.

Daltonismo

Daltonismo é a alteração na percepção  das cores. O daltonismo também é conhecido com discromatopsia.
A nossa  visão de cores é dada pelas células da retina chamadas cones. Existem  basicamente 3 tipos de células cones, cada tipo responsável pela visão de uma  das 3 cores básicas. As cores básicas da visão são o vermelho, o verde e  o azul. As outras cores são, na verdade, a combinação dessas 3 cores  básicas.
O indivíduo normal que distingue as 3 cores  básicas é chamado de tricromatismo.
O dicromatismo é quando a pessoa só  distingue 2 cores. A forma mais comum de daltonismo é a  deficiência para o verde e vermelho e é essa forma que realmente é chamada de  daltonismo.
A deficiência para o vermelho se chama Protanopia.

 

A deficiência para o verde se chama Deuteranopia

 

A deficiência para o azul e amarelo se chama Tritanopia.

Percebam que o que ocorre geralmente não é uma  deficiência total para enxergar determinada cor (por exemplo o vermelho) mas uma  dificuldade de perceber os tons daquela cor (laranja, vermelho, vermelho escuro)  o que faz com que a pessoa confunda uma cor com outra.
A deficiência total para cores, ou seja,  enxergar tudo em preto e branco é muito mas muito raro e se chama acromatopsia.

Você também chora ?

Quando as cebolas são cortadas, as suas células são quebradas. As células das cebolas têm duas secções, uma com enzimas chamadas alinases e outra com sulfuret (sulfóxidos de aminoácidos). As enzimas decompõem os sulfuretos produzindo ácido sulfênico. O ácido sulfênico é instável e decompõe-se num gás volátil chamado sin-propanetial-S-óxido. O gás dissipa-se pelo ar e eventualmente chega aos olhos, onde vai reagir com a água para formar uma solução muito fraca de ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico irrita as terminações nervosas do olho, fazendo-os arder. Em resposta a esta irritação, as glândulas lacrimais entram em acção para diluir e lavar a irritação. Não obstante, são estes compostos voláteis que dão o sabor característico à cebola, e o aroma agradável quando cozinhada. Para reduzir a libertação do gás recomendas-se descascar a cebola debaixo de água corrente, ou mesmo debaixo de água, embora esta medida seja pouco prática ou ecológica. Molhar as mãos e a cebola antes de a cortar vai reduzir o efeito do gás, porquanto algum do gás vai reagir com a água das mãos ou da cebola (e não com a umidade dos seus olhos). O cheiro das mãos poderá ser eliminado com limão ou lavando-as em água corrente por alguns instantes sem esfregar uma na outra. Também ajuda respirar profundamente pela boca, uma vez que grande parte do gás será inalado e menos ficará disponível para reagir com os olhos. Uma faca bem afiada danifica menos células da cebola, libertando-se menos gás — logo menos irritação. Cebolas frias tiradas do frigorífico provocarão menos irritação uma vez que as baixas temperaturas inibem a difusão das enzimas e do gás. Outras pessoas preferem arrefecer a faca por 2 minutos no frigorífico antes de cortar as cebolas para diminuir as lágrimas. Diferentes espécies de cebolas libertarão quantidades diferentes de ácidos, portanto a irritação que provocam também será diferente.

Catarata na Infância

A catarata é uma opacificação do cristalino, lente natural transparente que possuímos dentro do olho com a função de focalizar os objetos. Apesar de freqüentemente acometer idosos, segundo relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e passível de prevenção.
A catarata leva a uma baixa visual do olho acometido que geralmente só pode ser melhorada com realização de cirurgia. Quando acomete crianças assume maior gravidade pois, se não tratada rapidamente, a baixa visual pode se tornar irreversível pelo desenvolvimento de ambliopia, que é uma falha no desenvolvimento da capacidade de enxergar .
Está dividida em dois grupos: catarata congênita (infantil), presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e catarata adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas (totais).
Muitas cataratas congênitas são de causa desconhecida; algumas são geneticamente herdadas (principalmente autossômicas dominantes); outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífiles) ou metabólicas, ou ainda associadas à variadas síndromes. Uma pesquisa da causa é adequada, embora, em muitos casos, nenhuma possa ser identificada. As cataratas adquiridas surgem muito comumente do trauma, contuso ou penetrante. Outras causas incluem a uveíte (inflamação intra-ocular), infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas (principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos).

O principal sinal decorrente da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal).
O tratamento deve ser o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da criança e presença de outras alterações oculares associadas.
Algumas vezes o tratamento clínico (midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia extracapsular, lensectomia via pars plana, facoemulsificação), com implante ou não de lente intra-ocular. A técnica utilizada depende das características da catarata e de diversos fatores como a idade do paciente, presença da catarata em um ou ambos os olhos, mal formações associadas e até pela preferência do cirurgião.
O acompanhamento pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As principais complicações são inflamações intra-oculares, glaucoma e opacidades secundárias no eixo visual.
Uso de óculos, lentes de contato e oclusores além da correta estimulação são também fundamentais para o desenvolvimento visual da criança. Sem estas medidas e total comprometimento dos pais, mesmo uma cirurgia tecnicamente perfeita pode levar a uma criança com visão muito baixa no olho operado.

IMPORTANTE:

• A principal forma de se diagnosticar a catarata infantil em tempo hábil para um tratamento adequado é
é o teste do reflexo vermelho (“TESTE DO OLHINHO”) nas primeiras 24 horas de vida, ou seja, antes da alta da maternidade (deverá ser repetido nas consultas de rotina do bebê no primeiro ano de vida). O exame deve serrealizado pelo pediatra/ neonatologista, em sala escura, utilizando-se um oftalmoscópio direto a uma distância de 20 cm a um metro do olho da criança. Um reflexo vermelho semelhante ao observado em fotografias com flash é observado em olhos sem alteração de transparência(cristalino ou outras estruturas intra-oculares.
A ausência do reflexo indica opacidade e o paciente deve ser encaminhado com urgência para investigação detalhada com oftalmologista.
• Os melhores resultados de cirurgias para cataratas congênitas são observados quanto são realizadas nas primeiras 12 semanas de vida.
• Crianças em uso de corticosteróides, principalmente por tempo prolongado, devem ser avaliadas por oftalmologistas para investigação de cataratas e glaucomas que podem se desenvolver.
• Prevenção das doenças infecciosas congênitas, principalmente rubéola e toxoplasmose, podem diminuir significativamente o número de crianças acometidas pela catarata infantil.

Foto 1: Fotografia de criança demonstrando reflexo vermelho normal em ambos os olhos, mostrando ausência de catarata.

Foto 2: Fotografia de discreta catarata polar anterior (seta). Esta catarata não precisa ser operada neste estágio pois não compromete visão mas precisa ser acompanhada pois tem tendência a aumentar de tamanho.

Foto 3: Catarata obstruindo totalmente a visão de olho esquerdo. Se não operada rapidamente poderá levar a baixa visual irreversível.

Estrabismo


O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pessoas com estrabismo são chamadas popularmente de “vesgas”. Existem três formas de estrabismo, o mais comum é o convergente (desvio de um dos olhos para dentro), mas pode ser também divergente (desvio para fora) ou vertical (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).

Causas do estrabismo

Os sintomas e as conseqüências dos estrabismos são diferentes conforme a idade que aparecem e a maneira como se manifestam. A visão se desenvolve fundamentalmente nos seis primeiros anos de vida, sendo os dois primeiros os de maior plasticidade sensorial.

Os estrabismos que aparecem antes dos seis anos de idade possuem um mecanismo de adaptação que faz com que haja supressão da imagem que cai no olho desviado e então a criança ou o adulto que ficou estrábico dentro deste período não apresenta visão dupla. Nestes casos, se o
desvio aparece sempre no mesmo olho (estrabismos monoculares), teremos diminuição da visão (ambliopia) do olho desviado.

Em qualquer idade, as pessoas com estrabismos latentes (forias) terão queixas de cefaléia pelo esforço que fazem para manter os olhos alinhados, porque em situação de desvio há visão dupla. Outra conseqüência importante do estrabismo é o torcicolo (chamamos de torcicolos
oculares), isto é, para usar melhor os dois olhos a criança gira ou inclina a cabeça para uma dada posição. Os estrabismos apresentam um caráter hereditário irregular, isto é, podem pular algumas gerações. Outros estrabismos são secundários a algumas doenças como: diabetes, hipertireoidismo, afecções neurológicas.

Correção e cirurgia de estrabismo

O estrabismo é corrigido com óculos ou cirurgia. A cirurgia aplica-se nos estrabismos que não são corrigidos com óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. Os estrabismos que corrigem com óculos são chamados de acomodativos e estão relacionados em geral a necessidade de correção do grau de hipermetropia.

Somente os desvios latentes e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados por exercícios chamados ortópticos. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados pelo especialista tão logo haja suspeita de desvio ocular.